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Presidentes da CNM e Femurn debatem regionalização de demandas em encontro com gestores nordestinos

Estratégias socioeconômicas que promovam o desenvolvimento do Nordeste foram debatidas nesta sexta-feira, 16 de julho, em encontro híbrido que reuniu o presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, o presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), José Patriota, o presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), Babá Pereira, e outras lideranças da região. O evento realizado em Recife (PE) buscou encontrar alternativas que possam amenizar as adversidades nos Municípios, atenuadas na pandemia.

Ziulkoski destacou que trabalhar a regionalização das prioridades dos Municípios tem sido um dos objetivos da Confederação debatido desde a posse da nova diretoria. A intenção é que a articulação municipalista também esteja com esse direcionamento e colocou a entidade à disposição dos gestores. “A gente está nesse novo momento para valorizar as regiões do Brasil e a Confederação está com os senhores para atuar no que pode ser feito. Oferecemos a nossa estrutura para discutir as políticas públicas e atender a região Nordeste”, destacou o líder municipalista.

José Patriota, que também é 1º secretário da CNM, enfatizou a importância da regionalização da pauta municipalista em razão das peculiaridades dos Municípios. “O Brasil é um país de dimensões continentais e, por esse motivo, a pauta municipalista difere das demais regiões.” complementou. Denominado Nordeste Unido pelo Desenvolvimento, o encontro pautou a implementação do Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste (PRDNE), a potencialização da prática consorciada entre os Municípios e a importância da atuação dos entes federativos no enfrentamento às situações de vulnerabilidades sociais.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Nordeste é a região com a maior taxa de desemprego do país, com 18,6%. Aliado a isso, dados do Ministério da Cidadania mostram que mais de 766 mil famílias nordestinas - que se encaixam em todos os critérios do Programa Bolsa Família (PBF) - aguardam na fila de espera para ter acesso ao benefício. Este cenário agravou-se com o advento da pandemia. A região, historicamente, é a que mais possui beneficiários deste Programa, cerca de 37% da população.

A CNM ainda teve a participação do consultor Eduardo Stranz, que trouxe informações aos gestores sobre a atuação da entidade e informações em relação aos pleitos municipais. Além dos gestores das nove entidades estaduais nordestinas, também participou do encontro a economista e especialista em desenvolvimento regional, Tânia Bacelar.

Fonte:Site CNM