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Exportações do Estado devem bater recorde em 2007

Até novembro, já foram contabilizados 344,3 milhões de dólares em exportações. E a expectativa é de que as vendas de produtos para o mercado externo ultrapassem os 390 milhões de dólares, graças ao crescente desempenho verificado em todos os meses do ano.

A projeção, de acordo com as médias dos últimos anos, é de que as exportações para o mês de dezembro atinjam a marca dos 40 milhões de dólares. Segundo informações da Sedec, o crescimento deste ano, sem o petróleo, está em 12,1% em relação aos onze meses do ano anterior; e representou 20,9% em relação ao mesmo perí­odo do ano de 2005. O melão apresentou um excepcional resultado, sendo o principal destaque do ano para o Estado, com 75,2 milhões de dólares já exportados e um crescimento de 57,6% em relação a 2006, quando as exportações somaram 47,7 milhões de dólares. As vendas foram impulsionadas pelas importações, sobretudo originárias do Reino Unido, tradicional e importante importador, além da Holanda, maior centro de distribuição de frutas para toda a Europa.

Em segundo lugar permanece outra fruta importante para a economia potiguar: a castanha de caju, que apesar da redução nas exportações este ano, apresentaram 36,9 milhões de dólares em exportações até o mês de novembro. O camarão, que já foi o principal item da pauta de exportação do Estado, apesar da elevada queda nos últimos anos, fruto de vários fatores, como a queda do preço do dólar e a conjuntura internacional, ainda ocupa lugar de destaque, com a terceira colocação e vendas de 30,5 milhões de dólares este ano.

Em quarto lugar no ranking estadual, com 25,8 milhões de dólares e crescimento de 14,0%, está a banana produzida no Vale do Açu; outros produtos da fruticultura também apresentaram resultados positivos: o mamão com aumento de 21,9%; a melancia, com 34,6%; e a manga com 52,9%. No setor industrial, os produtos de confeitaria ocupam o quinto lugar, com 20,2 milhões de dólares exportados. Os produtos obtiveram os melhores números dos últimos anos, com uma variação positiva de 8,8% em relação aos onze primeiros meses de 2006. Destaque também para as indústrias têxtil e de confecções, com os cobertores e mantas (US$ 8,4 milhões) tecidos (US$ 7,1 milhões) e as roupas de cama (US$ 6 milhões).

Para o setor extrativista, a cera de carnaúba confirma-se como o melhor í­ndice já obtido no comércio exterior: 5,6 milhões de dólares em vendas externas este ano. O setor mineral, com o ferro, o granito e o tungstênio somam juntos 20,2 milhões de dólares. A expectativa, puxada pelo crescimento das exportações do tungstênio e mantida a do minério de ferro, é que haja um aumento de cinqí¼enta por cento destes valores em 2008.

O petróleo, ainda sem exportação este ano, deverá ser o grande ausente da pauta externa do Rio Grande do Norte em 2007, quebrando a seqí¼ência habitual desde o ano de 2002 quando, pela primeira vez, o Estado passou a ser também um exportador deste produto. Dentre as promessas para 2008 está o mel, que com pouco mais de 800 mil dólares, já desponta como mais um produto de destaque no Rio Grande do Norte na conquista de novos mercados internacionais. A expectativa dos atuais exportadores é de que este valor possa, no mí­nimo, dobrar no próximo ano.

Fonte: Assecom/RN