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19 de maio

Desemprego atinge 250 mil no RN

O Rio Grande do Norte atingiu a marca de 250 mil pessoas desocupadas no primeiro trimestre do ano, o maior contingente desde 2012, início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número é equivalente à toda a população do município de Parnamirim ou à soma de São Gonçalo do Amarante, Ceará Mirim e Macaíba – quase 252 mil. Na prática, há 33 mil pessoas a mais sem emprego, em comparação a igual trimestre de 2016. O aumento foi de 15%.

"O mercado de trabalho no RN segue se degradando. Queda no número de ocupados e aumento da população desempregada. Não há, ainda, sinais de que o mercado de trabalho vá melhorar", disse o economista e chefe do IBGE no estado, Aldemir Freire, ao analisar a pesquisa. Os dados foram divulgados ontem. "O aumento da taxa de desemprego no trimestre foi muito forte".

A taxa de desemprego mencionada pelo economista revela o percentual de pessoas sem emprego em relação à população na força de trabalho – grupo que engloba pessoas ocupadas e desocupadas. Entre janeiro e março deste ano, esse percentual alcançou 16,3%, o patamar mais elevado desde o início da série histórica da pesquisa. Foi o quarto pior resultado do Nordeste e o sexto pior do Brasil (veja detalhes no quadro). A taxa abrange desde trabalhadores que estão em busca de vaga até os que já encontraram mas até a data da pesquisa não haviam assumido a ocupação. Desde o início da Pnad Contínua a taxa de desocupação no Rio Grande do norte está entre as maiores do país. Em 2014, chegou a ser mais expressiva entre todos os estados e nos anos seguintes se manteve entre as seis mais elevadas. "Acho que nossa economia não é diversificada o suficiente para gerar ocupação para toda sua população", comentou Aldemir Freire.

Na divisão por sexo, as mulheres tradicionalmente têm taxas de desocupação maiores que as dos homens. Foi entre os homens, porém, que o indicador piorou mais na comparação com o final de 2016. Para se ter ideia, entre o último trimestre do ano passado e o primeiro deste ano a taxa masculina passou de 13,1% para 15,9%. A das mulheres foi de 16,1% para 16,9%. O IBGE não analisou, ontem, o que teria provocado esse movimento.

Carteira assinada

Outro indicador divulgado nesta semana – o saldo de empregos com carteira assinada - reforça que o cenário no mercado de trabalho ainda enfrenta turbulências. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho, o estado admitiu 46.003 trabalhadores entre janeiro e abril, 1,14% a mais que no mesmo período de 2016. Na outra ponta, porém, "desligou" outros 51.505.

O número é 11,41% menor que o total de dispensados entre janeiro e abril de 2016. Ainda assim, o saldo geral de empregos – que é a diferença entre admitidos e desligados – foi de -5.502 vagas. Se considerado apenas o mês o de abril, o setor de Serviços, entre oito atividades econômicas, foi o único a registrar saldo positivo, ou seja, foi o único que admitiu mais trabalhadores do que dispensou, no período.

DESEMPREGO EM ALTA

Taxas de desocupação, segundo a pesquisa:
Situação no RN – 1º trimestre (ano a ano)
2012 11,5%
2013 12,1%
2014 11,7%
2015 11,5%
2016 14,3%
2017 16,3%

Situação em Natal – 1º trimestre
2016 13,3%
2017 15,6%

Situação na Região Metropolitana de Natal – 1º trimestre
2016 14,1%
2017 16,0%

10 maiores taxas de desocupação do Brasil – 2017
Bahia 18,6%
Amapá 18,5%
Amazonas 17,7%
Alagoas 17,5%
Pernambuco 17,1%
Rio Grande do Norte 16,3%
Sergipe 16,1%
Acre 15,9%
Maranhão 15,0%
Rio de Janeiro 14,5%
Fonte: Pnad Contínua

Fonte: ASSESSORIA DE IMPRENSA DA FEMURN

Índices do FPM

Data Previsão Realizado
08/09 1.2604 1.2604
20/09 0.2807 0
30/08 0.843 0

Obrigações Municipais